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1º GDA - Esquadrão
Jaguar
Sediado
na Base Aérea de Anápolis, em Goiás,
o Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º
GDA) tem sua origens na Primeira Ala
de Defesa Aérea (1ª ALADA). Ativada
em 09 de fevereiro de 1970, a 1ª
ALADA foi criada para ser o braço
armado do Sistema de Defesa Aérea e
Controle de Tráfego Aéreo (SISDACTA),
implantado para prover uma rede de
meios eletrônicos de detecção capaz
de rastrear e identificar as aeronaves
que sobrevoam o território
brasileiro.
Para
equipar essa nova unidade, foram
adquiridos em maio de 1970 os jatos
supersônicos franceses Mirage III,
fabricados pela Avions Marcel Dassault
Breguet Aviation (AMDBA), nas versões
monoplaces EBR e biplaces DBR,
conhecidos oficialmente na Força Aérea
Brasileira como F-103E e F-103D,
respectivamente. O primeiro Mirage III
da FAB voou em 6 de março de 1972 em
Bordeaux, na França, já ostentando o
cocar da Força Aérea Brasileira. O
primeiro vôo sobre o território
brasileiro ocorreu em 27 de março de
1973.
A
1ª ALADA foi depois reestruturada,
passando a ser denominada de Base Aérea
de Anápolis (BAAN) e sediando o
Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º
GDA) criado no dia 11 de abril de
1979, através do Decreto Presidencial
Reservado nº 4.
Os
Mirage III das versões adquiridas
pela FAB foram desenvolvidas
primariamente para missões de defesa
aérea, embora mantivessem alguma
capacidade de atuar como plataformas
de ataque ao solo. O motor era um
SNECMA ATAR 09C, cujo empuxo máximo
com pós-combustão alcançava 13.900
libras (6.305 kg), levando a aeronave
a velocidade máxima de Mach 2,2
(2.350 km/h). O sistema de controle de
fogo era baseado no radar Thomson-CSF
Cyrano II, que originalmente operava
integrado ao míssil ar-ar
infra-vermelho Matra R530, depois
substituído pelo míssil israelense
Python III. Como armamento fixo, a
aeronave era dotada de dois canhões
DEFA de 30 mm. Para navegação, os
Mirage III da FAB utilizavam sistemas
tipo Doppler. No inícios dos anos 90,
a FAB incorporou ao Esquadrão Jaguar
as missões de ataque ar-solo,
passando a utilizar bombas de queda
livre e lançadores de foguetes.
Os
Mirage III da Força Aérea Brasileira
foram desativados oficialmente no dia
14 de dezembro de 2005, iniciando o
período de preparação do Esquadrão
Jaguar para o recebimento dos Dassault
Mirage 2000, adquiridos na França. As
doze aeronaves, dez do modelo C e dois
do modelo B, foram desativadas na Força
Aérea Francesa e estão sendo
reformadas para serem entregues para a
FAB. As duas primeiras chegaram no dia
04 de setembro de 2006, com previsão
de recebimento de novas aeronaves em
dezembro de 2007 e dezembro de 2008.
Na
Força Aérea Brasileira Mirage 2000C
recebeu a designação de F-2000C e o
Mirage 2000B passou a ser o F-2000B.
Ambos os modelos são equipados com
turbofans SNECMA M53-P2 capazes de
desenvolver 9,5 toneladas de empuxo e
armamento fixo composto por dois canhões
GIAT/DEFA 554 de 30 mm, além de terem
a capacidade de transportar bombas e mísseis
nos diversos pilones sob a asa e a
fuselagem.
Entre
o período da desativação do Mirage
III e o completo reaparelhamento com
os Mirage 2000, o Esquadrão Jaguar
vem utilizando aeronaves Embraer AT-26
Xavante para manter a
operacionalidade de seus pilotos,
sendo as missões de alerta realizadas
pelos Northrop F-5E Tiger II do
Primeiro Grupo de Caça e do Esquadrão
Pampa.
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AT/RT-26 Xavante
Construído
pela Embraer
sob licença da Aermacchi, o modelo
MB-326, aqui denominado AT-26 Xavante,
destina-se a missões de Treinamento e
de Ataque ao Solo. Produzido, em quatro
continentes, ele suporta 7,5G's
positivos e 3G's negativos, o que o
torna extremamente manobrável. Construído
na Itália, Austrália, Brasil e África
do Sul o Xavante é muito admirado pelo
seu baixo custo de produção e operação,
com resultados de alto desempenho e
versatilidade. Na África do Sul, o
Impala, como é chamado, equipa a
esquadrilha de demonstração aérea Silver
Falcons e operou em missões de
penetração ao território angolano na
Guerra da Namíbia.
No
Brasil, o Xavante equipa esquadrões de
Caça e Reconhecimento, além de operar
no Comando Aéreo de Treinamento
(CATRE). É um avião que reúne
simplicidade e bom desempenho,
equipando, além da Força Aérea
Brasileira, as armas aéreas da
Argentina, Paraguai e Togo.
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